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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Sucesso de Bilheteria! - Notícia

Sucesso de Bilheteria!
A apresentação baseada na música Eduardo e Mônica, do cantor Renato Russo, marca o início de uma nova fase para o Grupo de Teatro La Salle.

O dia 21 de maio marcou não só o ano dos espectadores, como, principalmente, ao dos próprios integrantes do Grupo de Teatro La Salle. Após anos apresentando peças infantis - como ocorrido ano passado, com a apresentação de O Mágico de Oz -  finalmente estes tiveram a chance de explorar um lado mais jovial para as peças, tendo como consequência uma grande procura para a compra de ingressos por parte dos alunos lassalistas. 
Apesar do curto tempo de duração (apenas 35 minutos), a apresentação foi bem vista pelos olhos dos espectadores, que tiveram uma noite de comédia e romance, resgatados da famosa música de uma das grandes bandas de rock brasileiras Legião Urbana
O teatro La Salle, pela primeira vez em tempos, lotou com um evento do grupo de teatro, resultado da grande dedicação em publicidade, tendo ajuda na produção de Alessandra Pin., responsável pelo roteiro, e Leila do Amaral, na época atual professora de Teatro e diretora. 
A partir de agora, espera-se que o Grupo de Teatro La Salle permaneça procurando por temas mais joviais, que entretenham aos que assistem, e, ao mesmo tempo, explorem mais a capacidade cênica dos atores. 

Na foto, prof. Leila do Amaral fazendo o agradecimento e apresentando os atores

domingo, 25 de maio de 2014

Quem um dia irá dizer...? - Texto Informativo

Dia 21 de Maio, às 19h, no teatro La Salle: venha prestigiar a peça "Quem um dia irá dizer...?", baseada na música Eduardo e Mônica, de Renato Russo! Sob direção de Leila Lima e produção de Alessandra Pin.

domingo, 13 de abril de 2014

Crônica: "Ah, a literatura... Eles crescem tão rápido!"

Ele: "E tu foste de todas a mais bela..."
Ela: E quem já é essa que tu fica aí chamando de mais bela, menino?
Ele: É uma poesia, Karla, relaxa.
Ela: Uhum, sei. Fica aí chamando essa outra aí de "mais bela", mas pra mim tu não fala nada, né, sua peste? Quero ver quando for comigo.
Ele (suspirando): Tá bem, tá certo. O que você quer, então? Pode escolher...
Ela: Ah, não! Não sou eu quem tem que escolher, é você!
Ele: Ok. Então, vejamos... (folheia o livro e para em uma das primeiras páginas) Preparada?
Ela: Vai na fé.
Ele: "No mundo non me sei parelha,/ mentre me for' como me vay,/ ca ja moiro por vos - e ay!/ mia senhor branca e..."
Ela (interrompendo): Opa! Tu acha que eu sou lesa, é? Que coisa é essa de "senhor"? Tá me zoando? E isso daí que tu tá falando não tem nenhum sentido. Deve estar me xingando e rindo por dentro porque não entendo.
Ele: Não, não é isso... É que é uma cantiga lírica, da Idade Média. Por isso o vocabulário é assim.
Ela: Dane-se o vocabulário, o problema aí é o "senhor"!
Ele: É que naquela época não existia ainda a palavra "senhora", Karla...
Ela: E daí, Renato? Tem que pensar que eu sou uma mulher do século XXI. Isso já tá muito antiquado, não cabe mais nos nossos padrões sociais.
Ele: Mas... Você nem terminou de ouvir o poema. Ele trata da mulher ser como uma deusa e...
Ela: Shiu. Quero outra.
Ele: Tudo bem, tudo bem... Então, quem sabe... "Quando me tratas mau e, desprezado,/ Sinto que o meu valor vês com desdém,/ Lutando contra mim, fico a teu lado/ E, inda perjuro, provo que és um bem.."
Ela: RENATO! Tu tá querendo dizer que eu te trato mal, é isso? Quem sabe a "mais bela" de todas não te trate mal, né? Que porcaria é essa?
Ele: Cara, isso é Shakespeare! Deixa eu terminar o poema pra você ver como é bonito!
Ela: Se for pra continuar falando que eu te maltrato, então, não. Caramba! Não sabe valorizar as coisas que tem!
Ele (respira bem fundo, folheando mais o livro): Esse aqui eu duvido que você vá reclamar.
Ela: Hm.
Ele: "Amei-te e por te amar/ Só a ti eu não via.../ Eras o céu e o mar,/ Eras a noite e o dia.../ Só quando te perdi/ É que eu te conheci..."
Ela: Como assim tu não me conhece, Renato?
Ele: Não é isso. É que ele fala de valorizar as pessoas depois da perda e...
Ela: Como assim depois da perda? Tu tá falando que eu tô te perdendo, é?
Ele: Claro que n-
Ela: É bem pra essa guria que tu tava recitando o poema antes, né?
Ele: Não! Essa menina nem existe!
Ela: Aham, sei.
Ele: Posso continuar?
Ela (revirando os olhos): É, né.
Ele (procurando outro poema): "Eu possa me dizer do amor (que tive):/ Que não seja imortal, posto que é chama/ Mas que seja infinito enquanto dure."
Ela: TÁ AÍ! EU SABIA!
Ele: Aí o quê?
Ela: Do amor que tive, né, Renato?
Ele: Karla, como assim?
Ela: É isso mesmo! Essa coisa toda aí de "senhor" e dizer que te maltrato, e agora isso, de "enquanto dure". Tá querendo terminar comigo, né?
Ele: Não, não tem nada a ver. É que como você não ouvia o começo dos poemas, decidi pular logo pro final.
Ela: O que tu quer dizer com isso, hein? Onde foi parar o homem que eu amei, aquele romântico e maravilhoso? Hein? Me trocou, foi isso que aconteceu.
Ele: Karla.
Ela: Que foi agora?! Vai terminar com chave de ouro, é?
Ele (se ajoelha e segura a mão dela): Essa é minha última tentativa...
(Ela o observa, ficando na expectativa)
Ele: "Eu não tenho carro, não tenho teto, e se ficar comigo é porque gosta do meu rá rá rá rá rá rá o lepo lepo"

domingo, 6 de abril de 2014

Apresentação

Desde os primórdios, a arte sempre esteve conosco. Ela acompanhava nosso cotidiano, com cores lúcidas e riscos leves; nosso emocional, com o opaco e nítido, a linha grossa ou inexistente. Ela sempre se contorceu diante nossos desejos, e, assim, nós permitimos que ela montasse conosco em nossos cavalos, carros, barcos... A cada passo ela estava presente, lançando às escondidas tinta no chão, marcando nosso caminho, para que pudéssemos voltar quando precisássemos. 
E agora mais do que nunca podemos confirmar que a arte foi como uma mãe para nós. Descobrimos histórias de civilizações que jamais poderíamos imaginar se não fosse por essa trilha de tinta. Refazemos nossos passos e deciframos lembranças de familiares passados, prevemos acontecimentos com os nossos futuros. E, aos poucos, não somos mais quem molda a arte, e sim ela quem nos molda. Viramos um pedaço de argila bem cuidada, esperando para nos transformamos em algo eterno como ela conseguiu se tornar. O homem morre, mas sua arte continua viva nos corações divinos.
Porém, por mais que pareça assim tão simples ao lermos, não podemos dizer que a arte é simples. Pelo contrário: talvez seja a ciência mais complexa que o humano já ousou manusear. 
Médicos cuidam de corpos que não mais mudam, cientistas descobrem o que já existe... Entretanto, os artistas criam e recriam, seguem regras e as quebram, junto com uma sociedade que nunca permitiu-se ser estática. Fizeram as cores, criaram as palavras. Escreveram músicas e fingiram ser quem não eram. 
Do primeiro pincel ao primeiro roteiro, foram os artistas que viraram malabaristas contra o tempo, buscando a perfeição irreconhecível, e dançando com o espaço, trouxeram ao ser mais comum um motivo para acreditar.
A arte é mais do que aprendemos como definição. Ela não é algo que podemos ver, tomando por exemplo a poesia, ou algo que se possa tocar, seguindo a lógica da música. 
A arte se sente
Ela é eu, ela é você. Ela está onde quer, e onde deve. 
A arte é divina, e ao mesmo tempo é mundana. 
Ela é o portal que une nossos mundos, e pode ser o que nos separará. 
Portanto, é preciso que a conheçamos, que aprendamos a querê-la bem. Mas, primeiro, é preciso aceitá-la. 


"A arte diz o indizível; exprime o inexprimível; traduz o intraduzível." - Leonardo da Vinci